E-Garrafa

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Escritos perdidos (e reencontrados)

O pergaminho da minha última garrafa, de quase um ano atrás, continha a transcrição de um manuscrito meu de 2006 (2007?) que achei ocasionalmente organizando as minhas coisas.
Novamente é tempo de arrumação em casa e esbarrei em outros dois textos quase apagados, escritos a lapiseira há alguns anos atrás, em um antigo caderno do meu ensino médio, provavelmente de 2004 -- essa minha imprecisão na lembrança temporal me convenceu definitivamente a adotar a simples atitude de datar tudo o que escrevo.
Reli e me surpreendi. Parece escrito por outra pessoa. E, pensando bem, talvez foi. Uma versão anterior de mim. Mas gostei. Estou até considerando reencontrar essa pessoa para que ela me relembre como era bom escrever.
Digitalizo aqui, em representação fiel, essas redações, salvando cópias para mim e colocando outras nessa garrafa, com a intenção de levar alguma diversão a quem encontrá-la.


Madrugada Obscura

Logo pensei em ver o que era aquilo. A rua onde este objeto não identificado estava era escura, suja e pouco movimentada, circunstâncias que me fizeram ponderar a respeito da importância de abordar aquela forma desconhecida. O que aconteceria de errado? Provavelmente nada, pois a tal sacola encontrava-se próxima à avenida, pela qual passavam poucas pessoas, ainda que dispersas. Além disso, não havia ninguém lá... "Que isso! Nada de mau haveria", pensei. Prossegui.
Aproximando-me cada vez mais de onde eu queria chegar, notei que se tratava de algo grande. Cheguei. Realmente, assemelhava-se a uma embalagem de dentritos. O fedor era insuportável, como carne em putrefação. "Devem ser restos orgânicos provenientes de um açougue", falei a mim mesmo. Abri cuidadosamente o saco, que estava minuciosamente amarrado, e deparei-me com fragmentos do corpo de uma pessoa. "Meu Deus! Mas o que é isso?", gritei, abismado. Nunca havia visto algo tão horrendo quanto o que estava dentro daquele plástico preto! A sensação que tive foi indescritível!
Imediatamente, após um breve olhar sobre o conteúdo da sacola, fechei-a. "Acho que já vi demais! Vou embora!", conclui. Atordoado, cuidei de andar o mais depressa possível para não ser visto no local e, obviamente, por causa do susto que levei. A imagem daquela mão não me saía da imaginação. "Quem era aquela pessoa? Quem a esquartejou?", indaguei-me repetitivamente, ofegante, ainda abalado com a cena. "Não seria melhor avisar a polícia? Ou melhor não me involver no caso e deixar que a vizinhança descubra e relate a ocorrência?", analisei enquanto fugia e olhava para trás. Percebi que havia uma delegacia justamente na rua paralela à do acaso e, para chegar lá, eu teria de passar pelo local do incidente. Fui.
Perpassando a vila, deparei me com um sujeito suspeito, revirando o lixo ao lado. Observou-me minuciosamente, desconfiado. "Ei, você!", invocou-me, assustando-me ainda mais. Tentei identificar seu rosto, em menos de um segundo, e corri freneticamente. Nessa minha efêmera intenção de fuga, fui bloqueado por um homem robusto que me impediu intencionalmente de prosseguir. Em alta velocidade, veio o estranho que me abordara ao mesmo tempo em que o troglodita me retinha qualquer escapatória. "Fui descoberto", calculei. O sujeito parou diante de mim e disse, apontando para um carro: "Você acaba de participar de uma 'Câmera Escondida'!"

Sem título
Silêncio. Todos abaixam suas cabeças. Como em uma mesquita na hora da oração. Olho para a folha. Pisco intencionalmente um pouco mais devagar concomitantemente a uma tufada de peito. A hora é esta! Rapidamente, várias coisas sucedem em minha mente numa velocidade incrível. Observo a moça que está em pé, de braços escondidos atrás de si. Ela me nota. Viro meu encéfalo novamente para baixo, apressado e tentando me acalmar. Não há mais escapatória.
O retângulo feito de celulose industrializada é branco. É ele quem eu encaro e que me dirige uma pergunta: "Que esperas? Não há tempo para desertar!". Replico: "Tens razão, aí vou eu!". Desloco sua primeira face para trás dele mesmo. Esquadrinho o que ele tem a me dizer em seu primeiro assunto: língua portuguesa. Suas charadas não são tão difíceis. Desmascaro-o várias vezes, que tenta induzir-me a responder equivocadamente para eliminar-me daquele campeonato a partir de questões gramaticais. Mudo de conteúdo.
Sem motivo aparente, o branquelo troca de matéria abruptamente, e começa a me mostrar uns desenhos geométricos com indicações de medida ao lado. Lança-me um desafio, o intrépido: "E agora? Encontre o valor do tronco de pirâmide conforme os dados que eu te dei. Te vira!". Sarcástico! O que eu fiz de mau para esse impiedoso não me desejar ganhar pelo menos os louros da vitória! Porém, eu sou bastante previnido, já havia exercitado antes, passado por muitas horas de exercícios físicos e mentais pesados. Respondi as suas indagações maliciosas, pelo menos as que pude. Conferi as horas em um relógio de parede que estrondava naquele compartimento calmo.
Quando tornei minha vista para aquele desafiador, ele me fixava os olhos, desdenhoso, instigava-me: "Pensas que é só isto? Não tens escolha, acelera-te!". Então, o pálido iniciou uma saraivada de perguntas desgastantes, apresentando-me gráficos, informações técnicas, tentativas de fazer-me vacilar. Finalmente, sobraram apenas duas questões não solucionadas. A batalha travada entre mim e aquele questionador tenaz foi muito árdua.
Ainda recuperando-me das sequelas oriundas dessa luta, o destemido diz: "Veremos o resultado!". Eu retruco: "Até que não me saí tão mal." Calei sua boca, entreguei-o para o fiscal e fui embora.

terça-feira, 9 de março de 2010

Drachen

Jeder Jahrbeginn und in der Mitte des Jahres kann man Drachen am Himmel sehen. Es sind nämlich Schulferien und die Kinder -- nicht nur Kinder, sondern auch Jugendlichen -- haben genuge Zeit, den ganzen Tag damit zu verbringen, was immer ihnen als unterhaltsam vorkommt. Eine der Möglichkeiten, sich diese freie Zeit gut auszunützen, und die auch fast kostenlos ist, ist genau Drachen steigen zu lassen. Deswegen ist der Himmel in diesen Zeitspannen so voll Drachen zu sehen.
Ferienzeiten gibt auch Kindern Gelegenheit dazu, sich mit Freunden zu versammeln und einen alten Ball vor einem dieser Freunde aufzutreiben und irgendwo, meistens in der Mitte einer ruhigen Strasse, Fussball zu spielen und die Nase (oder sollte man die Füsse sagen?) voll davon haben. Obwohl am nächsten Tag taucht der Willen auf, dieses so geliebte Sport wieder zu spielen. Ein hervorragender Vorteil, den der Fussball den mensten seiner kleinen brasilianischen Spieler bietet ist, wieder, ganz günstig zu sein.

Wäre Brasilien nicht "das Lande des Fussballs" und in diesem Sport fünffach Weltmeister, dann wäre Brasiliens Lieblingssport wahrscheinlich Drachen steigen zu lassen. Als zusätzliche Attraktivitätr trägt die Drachen die Erfüllung jedes Kindes Traum: fliegen. An den Tippen der Fingern fliegen die Kinder (wie auch immer alt) durch das Seil, das den Drachen nach alle Direktionen steuert. Es gibt die, die gern nicht so weit entfernt vom Boden seine kleine Schiffen zu fliegen treiben, weil sie vielleicht es feststellen möchten, wie hoch man fliegen kann, bevor man die Erde verlässt oder einfach weil sie von seinen Realität für ein Paar Minuten nur Abstand halten wollten.



Escrito em algum dia do ano de 2006 ou 2007 e achado recentemente, por ocasião da procura de um documento.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O que falta?

Da janela do ônibus eu assisto diariamente à pobreza das pessoas da minha cidade. Vida indigna. Vida de animal. Vida miserável. Ouço também com a mesma leveza de discurso de uma conversa sobre o que se comeu no almoço o relato de pessoas que foram roubadas; de amigos ou conhecidos que foram assassinados depois de roubo. E as pessoas sempre dizem: "mas 'tá ficando impossível, hein! Cada vez mais perigoso!" No coletivo, um sujeito maltrapilho, desgraçado mesmo na vida, sobe aos trancos e barrancos no estressado ônibus e tenta vender honestamente uma balinha por dez centavos. No bairro onde ele mora ou perto dali devem morar traficantes que criam ao redor de si uma área de assaltos, assassinatos, destruição de famílias dos envolvidos diretamente nas drogas e de outros que cruzam o seu caminho.
Alguém olha para aquele sujeito maltrapilho com desprezo, porque de fato o homem está bem sujo, maltratado, abaixo do peso (ele deve passar muita fome às vezes) em razão da batalha pela sobrevivência. E aí vem um político de terno e gravata, em traje muito bonito, envolvido em caso de corrupção, em seu carrão bonito e cheiroso. A sua figura, sua roupa, seu carro, seu olhar decidido, sua tranqüilidade, sua postura, o respeito de seus subalternos imediatos é bonito de se ver. Sentimo-nos confortáveis em observar aquilo. Não dói tanto quanto ter um guerreiro honesto do dia-a-dia suado e fétido que nem um gambá na sua frente. Ele é desprezível, essa figura.
E olha só. Quem é o culpado deste guerreiro cotidiano passar fome? Ele o fez por merecer? Ele foi desonesto? Ele foi arrogante? E o político? Aquele envolvido em casos de corrupção. Ele tem algo a ver (responda para você mesmo)? Existe Faculdade do Governador? Alguém obtém diploma para ser deputado? Não. Então o guerreiro de mau-cheiro tem a mesma capacidade para estar lá. Qualquer pessoa tem. E por que o político está bem, satisfeito, enquanto o pobre mulambento está passando fome (passar fome é ruim, experimente brincar de ficar sem comer, só por experiência, depois coma toda a abundância que o seu dinheiro lhe dá o direito de comprar)?
Essa vida é só uma. Alguns entram para o crime de tráfego e assaltos porque acreditam que a vida é muito passageira e que eles não têm outra maneira de viver um pouco melhor. O cara honesto do ônibus, ele tem motivo para querer continuar a viver nessa fome, nesse sofrimento, nesse martírio? O que lhe falta para tomar uma atitude como a do assaltante, mas preservando a sua honestidade? O que lhe falta para dedicar a sua vida a tirar aquele político da sua posição imérita?
O que falta para ele exigir até as últimas circunstâncias que nenhum espertinho roube, através da corrupção política, o seu dinheiro conquistado com tanto sacrifício e doado tão resignadamente ao Estado através de impostos? O que falta?




sábado, 5 de dezembro de 2009

Influência semântica de falsos cognatos ingleses na língua portuguesa do Brasil

O título da presente publicação poderia porventura ser um título de artigo científico ou estudo. Na verdade eu gostaria mesmo que alguém fizesse tal estudo se ainda não o tiver feito, porque eu considero salutarmente preocupante esse fenômeno natural da dinâmica das línguas.
Tudo bem, tudo bem, não é o fim do mundo, mas pode ser um pouco incômodo. Principalmente para aqueles que se divertem aprendendo como funcionam as línguas. Mas outra coisa está em jogo além da simples mudança de significados de algumas palavras e verbos: a dominação de um povo sobre outro. Embora eu não tenha provas cientificamente contundentes para isso, eu percebo uma subjugação natural de um povo que passa a incorporar a língua de um outro por questões econômicas -- ou de poder, o que dá no mesmo. Se é indiferente para algumas pessoas, isso não me agrada.
Mais especificamente, no Brasil -- e no mundo, por que não? -- um grupo de pessoas de um certo nicho profissional tem contribuído bastante para a incorporação de termos da língua inglesa estadunidense ao vernáculo brasileiro. A adição de vocábulos estrangeiros ocorre aqui, mas também ocorre no mundo inteiro em razão da natureza e importância desse nicho profissional, a tecnologia de computadores. Porém, existe uma outra influência mais grave, e que eu temo existir somente no Brasil com tamanha força, que é a modificação semântica de falsos cognatos. Seria uma especialidade do Brasil essa de se subjugar com mais vontade? Essa do brasileiro dar servilmente razão à acepção do povo dominante quanto ao significado de uma palavra de uma outra língua atual ou de outrora? Decerto, purismo por purismo, ganharia aquela acepção mais fidedigna ao significado autêntico da língua de origem. Em todo caso, os nossos idiomas atuais já cuidaram de nos entregar hoje significados bem definidos.
Ainda, o mundo sofre ainda a influência econômica e social contínua do Reino Unido e de seu rebelde rebento, Estados Unidos da América, de onde brotaram as raízes da tecnologia da computação como se conhece hoje, sendo o inglês a língua oficial internacional quase unanimemente -- ou talvez unanimemente? A informação dita a economia do mundo atual e, assim, o poder. Num mundo onde a informação, impulsionada por qualquer pessoa comum, viaja de um extremo a outro da Terra em segundos e onde a língua padrão de comunicação entre os diversos cantos do planeta é o inglês, é fácil esperar que as línguas sofram influência.
Na tecnologia, a França resiste até o último octet (byte em francês) ou souris (mouse), embora já tenha week-end (fim-de-semana) há muitos e muitos anos. Em qualquer situação, contudo, nunca percebi "assumer" no sentido de "supor", como alguns colegas da área têm usado aqui no Brasil. A impressão que me dá é que parece ser mais aprovável se enganar com o significado da palavra em inglês, porquanto mostra que o falante tem conhecimento da língua (ou que leu livros da área, que na sua quase totalidade são em inglês), do que aplicar o significado nacional português ou então que a inércia cerebral dê preferência ao significado que tem a certificação de uma autoridade de maior poder (os livros e autores que escrevem em inglês e não em português, embora os que escrevem em português também passem pelo mesmo processo). "Assumir", de acordo com o dicionário Michaelis: "v. 1. Tr. dir. Chamar para si; tomar para si. 2. Tr. dir. Tomar conta de; encarregar-se de. 3. Tr. dir. Entrar no exercício de. 4. Tr. dir. Adotar, ostentar. 5. Tr. dir. Atingir." Ora, não é necessário que eu mostre aqui o que significa "assumir" de acordo com o dicionário, nós brasileiros sabemos muito bem que desde um brasileiro sem instrução a um com doutorado sabe-se que "assumir" significa uma das definições acima. E' engraçado. Quando estamos aprendendo esses cognatos do inglês, caímos nas suas armadilhas facilmente e depois policiamo-nos para nunca mais repetir nosso erro ridículo de principiante. Policiamo-nos tanto para isso, que não nos importamos quando fazemos o contrário, quando damos ao termo português o significado do cognato inglês. E, como dito, tem gente que acha é bonito, no mínimo totalmente aceitável.
A verdade é que sob uma perspectiva mais técnica, o que eu observo é um efeito contra o senso comum. Confundir-se com as palavras de uma e outra língua pode representar que o falante saiba se comunicar nos dois idiomas. Mas não se confundir com os significados e com expressões de uma e outra língua; não fazer misturas não-deliberadas, e ainda assim falar bem os dois idiomas, isso, sim, representa um domínio sobre eles.
Não me envergonho de fazer questão de dar o significado português de nossos vocábulos de origem latina ou qualquer que seja a origem. Estou convicto de que não é nenhum erro ser a favor disso. Na verdade, precisamos de mais pessoas que tomem esta atitude!

Alguma explicação

As tarefas do dia-a-dia e as regulares falta de inspiração e indolência me levaram a não atualizar o Blog desde muito tempo, ainda da época em que eu estava na França. Estou de volta ao meu país, à terra de meus ancestrais, a minha terra.
Mas pretendo agora voltar à ativa, publicando de vez em quando algum pensamento em alguns parágrafos; exercendo a minha liberdade de expressão.
Salut!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Il neige (finalement) à Limoges!


Eu estava jantando quando olhei para fora de casa, pela janela fechada, e vi algo que parecia ser um sinal de cansaço de vista. A previsão do tempo tem acusado frequentemente neve em Limoges, neve, neve e neve, mas nunca de fato vimos nevar -- à exceção de um alguns minutos quando fui à 3iL de manhã cedo e fazia -1°C. Naqueles minutos, a chuva se transformou em uma tímida neve que demorou cerca de dez minutos para desaparecer. Até hoje, parecia que os indicadores meteorológicos estavam se recusando de propósito a perceber o que qualquer pessoa poderia simplesmente com os olhos: não nevava aqui em Limoges de fato.
O prato já estava no final, e decidi verificar se aquilo não podia ser, finalmente, a neve. Ao me aproximar, vi cair aquele conjunto inumerável e espesso de flocos. Os carros estacionados na calçada começaram a ficar rapidamente cobertos de neve. Eu corri até a porta do quarto do Walber, que não tinha ainda experienciado esse símbolo do inverno, como eu tinha naquele dia no caminho à 3iL, para avisá-lo, com alegria, que estava nevando. Ele estava se recuperando de uma dor-de-cabeça forte, mas se levantou prontamente, entusiasmado para constatar que o que eu dizia era verdade. Então fomos dar uma olhada pela janela e lá fora estava tudo branco.
O Walber sugeriu que saíssemos e eu, sem pensar duas vezes, concordei. Cada um com sua câmera na mão e devidamente empacotado, saímos. Ao dar os primeiros passos no asfalto já senti o pé escorregar um pouco. Comecei a tirar fotos verdadeiramente maravilhado com o fenômeno que eu presenciava pela primeira vez em sua plenitude. Dessa vez era pra valer. Seria uma boa idéia, ver como o parque estava, lembrou mais uma vez o Walber. E lá fomos nós.
Um manto branco repousava sobre o gramado e as árvores, cada vez mais alvejado pelas plumas que caiam do céu. Mais ocasião para tirar mais fotos. Foi muito bonito; emocionante. E aqui as provas (as minhas fotos não têm flash porque eu, em algum momento antes, inadvertidamente mudei a configuração da máquina para tirar um conjunto de fotos sucessivas, o que me impedia de usar o flash):

Rue des Carriers.

Eu, ainda na Rue des Carriers


Escreva o que você quiser -- Parc d'Auzette

Neve (a foto sem flash tem baixa qualidade para registrar a neve) no Parc d'Auzette

Foto do parque (tirada pelo Walber)

Walber, mostrando um carro escuro que ficou claro -- Rue des Carriers, na volta do parque d'Auzette

Neve ao fundo.




Primeira neve em Limoges.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Fotos! - La Revanche

Caros leitores,

Finalmente, mais fotos de Berlim!

V.


Pátio da frente do terminal ferroviário (Hauptbahnhof)


Parece que os caras apareceram lá só para eu tirar a foto e, depois, foram embora

Bundestag (parlamento). No canto superior direito, um balão.

Ainda o Bundestag. Na fachada, está escrito "Dem Deutschen Volke" ("Ao Povo Alemão").

Andando mais à frente, ao lado do Budestag, tem-se esta construção e este rio, que dividia as Alemanhas Oriental e Ocidental.


Pessoas morreram tentando fugir da Alemanha socialista.

Provavelmente algum anexo do Parlamento. E só virar as costas de onde eu estava na foto anterior. Sobre as paredes de vidro, os primeiros artigos da Constituição alemã. "Todos os homems são iguais perante a lei..."

Dentro do prédio com um círculo na frente como característica arquitetônica
existe essa obra em memória aos que foram assassinados na tentativa de cruzamento da fronteira Alemanha Oriental - Alemanha Ocidental. Cada placa de muro conta os mortos registrados de cada ano.

"Desde a criação do muro em 13 de agosto de 1961, indivíduos, bem como instituições, reuniram informações sobre pessoas que morreram na tentativa de fugir. Suas investigações meritórias fundamentam os dados de quantidade mostrados neste Memorial do Muro.
Não somente aqui em Berlim e em todo o interior dos limites alemães, pessoas foram mortas tentando fugir, mas também muitas que tentaram atravessar o Mar Báltico ou fronteiras não-alemãs..." tradução livre.



Na rua Unter den Linden, a mais famosa de Berlim, havia esta exposição de conceitos de carros da Peugeot.

O Monumento do Holocausto (Das Holocaust Mahnmal).


O balão que se podia ver na foto do Bundestag.

O Brandenburgertor (embaixo da estátua sobre uma carruagem) de uma perspectiva incomum.

As regras estavam debaixo de nossos pés: pisar ou saltar sobre os blocos é proibido.

Prontamente o zelador interveio.

Alguns pedaços do Muro de Berlim na frente do terminal ferroviário do Postdamer Platz.

Obra de uma artista norte-americana. Tem a ver com o esporte boxe. Pena que eu não me lembre o nome dela.

Museu da antiga RDA (República Democrática Alemã, a Alemanha Oriental). Essa área tem a ver com a espionagem existente na época. No museu, pode-se tirar um dos telefones do gancho e ligar para um número que é indicado num folheto da parede. Então outro telefone do museu toca e um outro visitante pode atender. Após alguns segundos de conversação, a conversa é interceptada.

Depois de comer um currywurst com um pouco de glühwein no frio berlinense, passamos por essa igreja. Agora não me lembro o nome :P

Wall-E em Berlim? Se você tiver -1 ano, não dá.
Obs.: "ab 0 Jahren" = "a partir de 0 anos" :P

Mais um pouco do Muro.

Visto de cima da torre de detrás, dentro da qual há um outro pequeno museu sobre a RDA.

Para quem gostou do balão do jornal Die Welt. No canto esquerdo, dois de um conjunto de Trabants (o carro usado na RDA) de um grupo de "amigos do Trabant" (trabi, para os mais chegados) :P.

Um cara fazendo um discurso entusiasmado, em inglês, sobre alguma coisa com Hitler para um grupo de pessoas num museu a céu aberto sobre a Segunda Guerra.

A última imagem que ficou de Berlim. Um café com conhecidos (não são os da foto) numa Starbucks.