Finalmente, as aulas começaram no Institut d'Ingénierie Informatique de Limoges.
Acordamos cedo e no caminho para a "Ecole", vestidos com roupas apropriadas, sentimos o frio que faz de manhã. Com o clima úmido, a nossa respiração ou bafo condensava imediatamente, formando a "fumacinha" do frio. O tempo para chegar lá é de cerca de 15min à pé.
Primeiro tivemos uma breve apresentação do curso com algumas explicações sobre o seu sistema de avaliação e outras coisas por, primeiramente, a senhora responsável pelo segundo ano e pelo sistema pedagógico do curso, depois, por um outro professor, cuja função administrativa tem a ver com isso também.
A primeira aula foi de Analyse Numérique, que eu comparo com Cálculo Numérico da UFPA. Logo recebemos um material da matéria, o que viria se repetir em todas as outras. Mas acontece, para suprir a quantidade de alunos, aproximadamente 80 e pouco, o material vem em caixas. E a chamada também é demorada. Outra coisa interessante é que há uma porção de nomes estrangeiros, dentre os quais, por exemplo, Valber de Souza, e os professores parecem ter alguma dificuldade com um ou outro nome. Inclusive ocorreu que, em uma aula de Redes, o professor, que também é estrangeiro, de algum país árabe, perguntou, antes de mostrar um sorriso, como de quem pergunta algo cuja resposta é óbvia: "vocês estão me entendendo bem? Há alguém aqui que não fala francês?" Juro que quase que levanto a mão, na intenção de prevenir o professor de um eventual erro meu por motivo da minha não-compreensão do que ele disse ou simplesmente de sensibilizá-lo a falar mais nitidamente e lentamente. Mas não tive a coragem suficiente e pensei, depois, que ficar quieto tenha sido realmente a melhor atitude, já que ele poderia em seguida me perguntar algo, num tom bem-humorado mas sarcástico, como: "E como você pretende entender a minha aula?" De fato posso não falar francês bem, mas consigo entender muito do que ele diz, e o estudo extra-classe compensará o meu déficit de entendimento exato do que ele disse em sala. E, claro, com o tempo -- e o imprescindível estudo da língua -- tudo tende a ficar mais fácil.
Conhecemos ainda as duas gregas e o espanhol, que sabíamos que iriam estudar lá, através de emails enviados das relações internacionais da 3iL. Tanto as gregas quanto o espanhol são pessoas bastante legais e estamos sempre conversando com eles.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário