domingo, 21 de setembro de 2008

Passeio e Pré-entrada

O primeiro contato oficial com 3iL foi dia 11/09, na pré-entrada ("pré-rentrée"). Foi de fato interessante que havia estudantes de outros países, falando diferentes línguas. Também foi um ponta-pé inicial na adequação à instituição, que, por sinal, tem uma estrutura muito boa, e cujos professores e dirigentes foram, todos, até então, muito simpáticos e atenciosos.
Fomos conduzidos primeiramente a um auditório, onde os professores responsáveis pela gestão de cada período acadêmico (períodos, no total, correspondentes a 3 anos) nos foram apresentados. Ainda, preenchemos um formulário para inscrição administrativa, meu amigo
Walber e eu tivemos a honra de ser ajudados nesse processo inteiro pela professora responsável pelo nosso período, o segundo ano (2ème anée).
Mais tarde, fizemos uma desgastante caminhada sob o sol do verão Europeu central rumo a um restaurante universitário.
A comida era razoável e podíamos escolher tudo o que nos era oferecido num estilo "self-service" pagando um preço fixo por isso: 2,85Eur.
O meu prato foi macarrão, peixe (não sabia que espécie era), batatas fritas e um acompanhamento de coisas aparentemente cruas ou cozidas e refrigeradas (sim, eu não sabia também exatamente o que aquilo era). A sobremesa era uma espécie de sonho e um leite coalhado, que vinha numa embalagem de iogurte. Fiquei satisfeito.
A minha "parraine" ainda propôs de irmos dar entrada na "carte de séjour", mas logo ela se lembrou -- e depois constatou num posto de atendimento da "préfecture" que ficava no mesmo complexo do restaurante universátio -- que era necessário marcar um horário para dar entrada neste documento. Como resultado ela conversou comigo perguntndo se não teria problemas se ela fosse tentar resolver algumas coisas para a amiga dela dos Camarões que estava também se acomodando em Limoges para estudar na 3iL. Walber e eu voltamos sozinhos, após termos, com a minha "parraine" ao lado, traçado um caminho no meu mapa da cidade.
Dia 12/09, o encontro começou na frente da 3iL às 13:30. Finalmente conhecemos a senhorita das relações internacionais da instituição.
Realmente, como nossos professores brasileiros já nos tinham relatado, é ela uma pessoa muito simpática, e foi bastante gentil no tratamento conosco.
O passeio em si começaria da frente de uma agência de turismo de Limoges, dentro de um trenzinho que muito lembrava trenzinhos de passeio infantil.
Foi uma tarde bonita e ensolarada. As pessoas sorriam quando viam o trenzinho e acenavam às vezes. No caminho, ouvíamos uma descrição dos prédios e lugares pelos quais passávamos. O passeio terminou na imponente catedral medieval de Limoges. Já tínhamos eu, Walber e seu "parrain", visitado esse ponto turístico da cidade, mas havia algo ao lado da catedral que era definitivamente mais assombroso: caminhos subterrâneos datanto de cerca de dois
mil anos.
A guia de turismo local explicava a história de lá num ritmo que revelava sua experiência e mister sobre o assunto e na condução da visita. Por causa de sua linguagem correta e bem cadenciada, eu pude entender muito do que ela nos dizia e isso foi bastante valioso num momento único como aquele. A bem da verdade, pelo que eu entendi, a parte que realmente tinha cerca de 2000 anos era um pequeno arqueduto romano que ficava embaixo da escadaria (escorregadia, segundo as palavras da guia, mas contrariamente à minha experiência) pela qual descemos os
caminhos subterrâneos. Podíamos ver o estreito arqueduto, iluminado por duas ou três lâmpadas através de um degrau em falso da escadaria. Caminhando pelos corredores úmidos, vimos uma entrada na parede que era uma espécie de geladeira ou dispensa dos habitantes de tempos remotos (não posso assegurar a época). Enfiei também o braço, por convite da guia de turismo, num buraco da parede que era usado para guardar objetos supostamente de valor. Aqueles caminhos, conforme aprendemos, foram usados em várias épocas, muitas vezes com propósitos distintos. A exposição
acabou com a guia nos contando uma história de um possível fantasma que existia por ali de uma certa dama de nome Vallery. Segundo o que pude entender, a lenda diz que Vallery tinha uma admirador, senhor medieval poderoso, que, tendo seu amor por ela não correspondido, ordenou a morte da pobre senhorita.
Ainda de acordo com a lenda, a cabeça decapitada de Vallery estaria em algum lugar daquele subsolo. Vallery tinha se convertido ao cristianismo imediatamente ao ver algum objeto -- muito provavelmente religioso -- de que eu não me recordo. Diz-se que quem avistar a cabeça também se converterá imediatemente, se ainda não for cristão. Posso estar enganado em algum ou vários pontos da história que me foi contada por não ter total segurança na minha compreensão da língua francesa, mas a história era por aí.
Depois, demos todos um passeio pelo jardim l'Evêché da Catedral e voltamos à pé rumo à 3iL. Antes de chegarmos ao destino final, quebramos o caminho para a casa do "parrain" do Walber, Guillaume, que nos sugeriu de fazê-lo a fim de irmos comprar, logo, algumas coisas no supermercado e evitar o longo caminho de volta da 3iL para a casa dele, de onde sairíamos de carro.

Um comentário:

Diario de Bicicleta disse...

Égua, Paidégua, eis a Europa!